KARLA KARITA LOURENCO DA SILVA
KARLA KARITA LOURENCO DA SILVA
Dados de Conclusão
Autora: Karla Karita Lourenço da Silva
Título: Inclusão no Ensino de Química: Um Olhar para a Área a partir de Dissertações e Teses
Orientadora: Eveline Borges Vilela Ribeiro
Data da Defesa da Dissertação: 09 de dezembro de 2024
Resumo:
A educação inclusiva tem ganhado destaque nos últimos anos no cenário educacional, especialmente devido ao aumento da presença de estudantes público-alvo da Educação Especial (PAEE) em escolas regulares. A Educação Especial é voltada aos indivíduos com deficiência, altas habilidades e transtornos globais do desenvolvimento (TGD). Enquanto a Educação Inclusiva relaciona os indivíduos contemplados pela educação especial, contando também com alunos que estão à margem ou excluídos do processo educacional. No que diz respeito à interface entre o conhecimento químico e a inclusão escolar, embora já existam investigações relevantes, trata-se de uma área de pesquisa recente, que ainda e demanda fortalecimento para o mapeamento e organização dos dados gerados. Nessa perspectiva, o problema orientador dessa pesquisa foi: “Quais têm sido os assuntos mais pesquisados na área de interface entre o ensino de química e educação inclusiva no Brasil e o que eles podem revelar sobre essa nova área de pesquisa?”. Para responder a essa questão, foi realizado um estudo cienciométrico utilizando o acervo da BDTD. Os resultados indicam que os anos com maior número de defesas de teses e dissertações foram 2018 e 2020, se destacando as regiões sul e sudeste com o maior percentual de pesquisas desenvolvidas na área. Entre as instituições, cinco destacam-se em número de produções: UnB, UFG, UEPB, UNIFEI e UFF. A análise revelou uma concentração de trabalhos voltados para o ensino médio, o que pode ser explicado pelo fato de a Química ser majoritariamente ensinada nesse nível de ensino. Além disso, observou-se um número expressivo de pesquisas relacionadas à surdez e à deficiência visual, além de trabalhos que abordam a inclusão de modo geral, sem especificar uma deficiência. Por fim, as temáticas mais recorrentes foram reflexões/trabalhos teóricos e recursos didáticos/metodologias/jogos, evidenciando a preocupação com a educação inclusiva e a necessidade de adaptação de materiais didáticos.
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